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Mapas


Série "Correspondentes de Guerra"
A crise do Iraque em mapas

Fonte: BBC Brasil

Material ilustrativo sobre o local onde se realizou a Guerra dos EUA com o Iraque em 2003, conforme fonte indicada nas notas e referências bibliográficas deste trabalho.

Iraque

O território iraquiano é predominantemente um deserto, com grandes planícies. Mas no sudeste, próximo à fronteira com o Irã, há grandes áreas alagadas. Já na região norte, ao longo das fronteiras com o Irã e a Turquia, o terreno é marcado por cadeias de montanhas.

Depois da Guerra do Golfo (1991), zonas de exclusão aérea foram implantadas pelas forças aliadas ao norte e ao sul do país com o objetivo declarado de proteger as minorias curda (norte) e xiita (sul). Aviões americanos e britânicos continuam patrulhando regularmente essas áreas, muitas vezes atacando posições do Exército iraquiano.


Bases iraquianas

O Exército iraquiano é organizado em cinco corpos. O Iraque tem cerca de 375 mil soldados e 2 mil tanques, mas grande parte do equipamento é velha e está em péssimas condições. A Guarda Republicana é considerada o grupo mais efetivo do país.

O Iraque tem várias bases aéreas, mas, assim como o Exército, a Força Aérea também está obsoleta.


Alcance dos mísseis iraquianos

Acredita-se que o Iraque tenha um pequeno número de mísseis do tipo al-Hussein, com alcance de 400 milhas. Esses mísseis poderiam atacar Israel, Arábia Saudita, Turquia, Irã e Kuwait.

O Iraque também teria de 15 a 80 mísseis Scud B e alguns mísseis al-Samoud, que poderiam ser usados em ataques ao Kuwait e outros países vizinhos. Já os mísseis Al-Abbas foram fabricados mais de dez anos atrás, mas ainda não se sabe se alcançaram status operacional.

Nenhum desses tipos de mísseis é capaz de lançar armas químicas ou biológicas, segundo o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos em Londres, na Grã-Bretanha.

O Iraque não tem o equipamento necessário para construir mísseis de longo alcance e precisaria de muitos anos e ajuda estrangeira para fabricá-los.


Bases dos EUA

Várias bases militares na região seriam muito importantes em um ataque ao Iraque, caso os governos dos países onde elas se encontram permitam que essas bases sejam usadas pelos Estados Unidos.

Al-Udeid, no Catar, já tem cerca de mil militares americanos e passa, no momento, por uma grande expansão. O Pentágono está considerando a possibilidade de instalar na área um centro de comando permanente, e 600 funcionários da Central de Comando americana deverão ser enviados para a região, em novembro, para um suposto treinamento.

Aviões americanos e britânicos já partem de Incirlik, na Turquia, para patrulhar as zonas aéreas de exclusão no norte do Iraque.

A zona aérea de exclusão no sul do país é monitorada da base aérea Príncipe Sultão, na Arábia Saudita, onde se encontram 4 mil oficiais militares americanos e um centro de controle aéreo. Mais de 4 mil soldados estão no Kuwait, e a base aérea de Al-Seeb, em Omã, é usada para manutenção e reabastecimento.


Regiões dissidentes

Os curdos, no norte do Iraque, e a população muçulmana xiita, no sul, são parcialmente protegidos pelas zonas de exclusão aérea estabelecidas pelos Estados Unidos e Grã-Bretanha, depois da guerra do Golfo, em 1991.

Os curdos têm se oposto ao regime de Saddam Hussein e sofrido brutal repressão. Saddam Hussein usou armas químicas contra eles durante a guerra contra o Irã (1980-1988).

Os dois principais partidos políticos curdos têm um total de 40 mil soldados.

No sul do Iraque, os xiitas têm se oposto ao atual regime desde o início dos anos 80, quando receberam apoio do Irã durante a guerra entre os dois países. Segundo analistas, o principal grupo de militantes xiitas têm entre 7 mil e 15 mil homens.


Campos de petróleo do Iraque

As reservas de petróleo do Iraque, de 112 bilhões de barris, são a segunda maior do mundo, ficando atrás só das da Arábia Saudita.

A falta de investimento e as restrições na importação de maquinário e tecnologia têm prejudicado a indústria de petróleo, que também foi atingida durante a Guerra do Golfo.

O Iraque só pode exportar uma quantidade limitada de petróleo, sob o programa da ONU de petróleo por comida.


Bagdá

Com uma população de quase 4 milhões, Bagdá é a maior cidade iraquiana e continua a crescer rapidamente. A cidade é também o centro nervoso do regime, onde estão localizados os principais ministérios e várias instalações militares.


Supostos locais de fabricação de armas

Acredita-se que o Iraque tenha tido, no passado, grandes programas para fabricação de armas químicas, nucleares e biológicas. Mas a Guerra do Golfo, subseqüentes inspeções da ONU, sanções internacionais e ataques americanos e britânicos têm prejudicado seriamente o desenvolvimento desses programas.

Alguns dos locais onde esses programas eram desenvolvidos ainda estariam em uso, mas eles podem estar sendo aproveitados para a produção de medicamentos ou outros tipos de pesquisa não militares.

Alguns analistas acreditam que o Iraque tenha um estoque grande de agentes químicos e biológicos. Outros sugerem, no entanto, que ainda que esses agentes existam, eles estão velhos e sem condições de uso ou de entrega.

Um relatório recentemente produzido pelo Instituto Internacional para Estudos Estratégicos concluiu que o Iraque precisaria de pelo menos uma década, e ajuda estrangeira, para fabricar uma bomba atômica.


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