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Monografias
A
contribuição
de Francisco Rocha Morel
para o pensamento jornalístico brasileiro
Por
Márcio Sampaio de Castro
1
- Introdução
Ao
nos depararmos com o desafio proposto pelo professor José
Marques de Melo - titular do Núcleo de Pesquisa em Jornalismo
Comparado da ECA/USP -, um levantamento biográfico e
bibliográfico sobre a trajetória do professor
Francisco Rocha Morel, a primeira impressão que tivemos
foi a de que não conseguiríamos responder a principal
pergunta proposta pelo projeto: qual a principal contribuição
de Morel para o pensamento jornalístico brasileiro?
Ocorre
que dentro do mundo acadêmico sua trajetória não
chegou a vinte anos, em função de seu desaparecimento
precoce. Outros dois fatores de inibição se deviam
ao fato de Morel ser oriundo da Publicidade e de sua contribuição
bibliográfica ser pequena. Contudo, conforme a pesquisa
evoluiu, nos deparamos com a riqueza deste pequeno material.
O fato de Morel ter vindo do mundo publicitário se revelaria
o seu grande diferencial, pois sem estar influenciado pelo pragmatismo
de jornalistas e pesquisadores do tema foi capaz de vislumbrar
os pontos de interseção entre estas duas áreas
do conhecimento e, a partir daí, propor uma visão
diferente sobre o produto final do trabalho jornalístico:
a notícia anúncio. Ou, melhor explicando, o tratamento
do noticiário com o emprego de técnicas publicitárias.
O
presente trabalho, dividido basicamente em duas etapas, procura
responder a questão maior. Afinal, Morel realmente apresenta
uma contribuição ao pensamento jornalístico?
Na primeira etapa, recapitularemos sua trajetória pessoal,
mostrando sua presença em momentos basilares para os
estudos de comunicação no País, como a
fundação da INTERCOM, por exemplo. Na segunda,
exploraremos sua principal contribuição representada
por sua dissertação apresentada à ECA/USP,
no ano de 1983. Ali vamos entender a profundidade de suas reflexões
e o tipo de caminho que abriu para as gerações
posteriores. Creio que o leitor desta monografia será
capaz de responder por si mesmo o significado de Francisco Morel
para as formas de se pensar o jornalismo no Brasil, uma vez
que suas reflexões não deixaram margens para dúvidas.
2
- Biografia
Francisco
Rocha Morel faz parte do grupo de intelectuais nordestinos que
tiveram um papel capital na formação da Escola
de Comunicações e Artes da Universidade de São
Paulo. Ao lado de figuras como José Marques de Melo,
Gaudêncio Torquato e outros, participou de momentos importantes
para a consolidação dos estudos no campo da Comunicação
Social no País.
Nascido
a 22 de junho de 1927, em Fortaleza, Morel transferiu-se jovem
para São Paulo, onde exerceria as atividades profissionais
de advogado e publicitário, experiência esta que
lhe seria de muita valia em sua contribuição para
o mundo acadêmico no futuro. Ao lado de Raul Fonseca Silva,
outro importante nome na fomração de cursos de
Comunicação Social e futuro companheiro de Academia,
Morel montou e conduziu uma agência publicitária.
Mas, em 1967, viria o convite que o atrelaria definitivamente
às atividades universitárias. O então recém-nomeado
diretor, Júlio Garcia Morejón, se encontrava às
voltas com o grande desafio de implantar uma Escola de Comunicações
dentro da Universidade de São Paulo, enfrentando o ceticismo
dos colegas ligados a outras unidades da USP. Morejón
precisava naquele momento de pessoas empreendedoras e de absoluta
confiança. Francisco Morel era uma dessas pessoas, e
foi contratado originalmente como Assessor de Diretoria.
Devido
a sua experiência profissional, rapidamente foi levado
à sala de aula, dentro da estrutura do Departamento de
Publicidade e Relações Públicas. Em 1970,
começa a colaborar de forma bastante efetiva com o Departamento
de Editoração e Jornalismo. Inicialmente participando
da comissão que elaboraria as diretrizes do futuro curso
de Editoração, e posteriormente assumindo a responsabilidade
pela cadeira "Processos de Impressão". À
frente desta cadeira, Morel estabeleceu processos de excelência,
dentro dos recursos disponíveis à época,
que tinham por objetivo dar qualidade estética às
publicações produzidas dentro do departamento.
Um marco nesse processo foi a participação, ao
lado do professor Marques de Melo, na criação
da editora-laboratório Com-Arte, existente até
hoje. Todo o esmero e dedicação aos projetos gráficos
das publicações laboratoriais e acadêmicas
em geral lhe renderiam uma homenagem como patrono da gráfica
da ECA.
É
interessante observar que, desde sempre, o espírito de
Morel o levava a buscar a conjugação entre os
campos profissional e acadêmico, e esta será uma
característica de sua trajetória, verificável
em suas atividades práticas e teóricas, como veremos
mais adiante (ao decuparmos sua dissertação de
mestrado). Aqueles que com ele conviveram são unânimes
em atestar sua postura irônica e quase irreverente diante
daqueles que assumiam ares marcadamente teóricos, ignorando
as interações mais do que necessárias entre
teoria e prática.
Mas
a prova da coerência e do acerto desta postura viria em
1972, quando, sem se desvincular da Universidade de São
Paulo, Morel seria convidado para colaborar na fundação
das Faculdades Integradas Alcântara Machado (atualmente
denominadas UniFiam). Seguindo a filosofia anteriormente implantada
na ECA, procurou implementar, seguindo suas caracterísitcas,
um curso na área de publicidade e propaganda que integrasse
as experiências do mercado aos conceitos metodológicos.
Não
obstante sua significativa participação em momentos
históricos dos cursos de comunicação em
duas importantes instituições paulistas, a mais
marcante contribuição de Morel para o campo comunicacional
brasileiro se daria em 12 de dezembro de 1977. Nesta data, ele
assinaria, ao lado de figuras como os professores José
Marques de Melo e Cremilda Medina, a ata de fundação
da INTERCOM - Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares
de Comunicação.
Colocadas
em perspectiva, a fundação da INTERCOM e a participação
de Francisco Morel no processo podem ser consideradas como marcantes,
pela abrangência nacional que a instituição
acabaria por atingir e pela possibilidade que ela enseja ao
possibilitar a reunião e o debate das principais idéias
produzidas sobre comunicação no país.
Analisando
este histórico, pode-se dizer que, mesmo enfrentando
toda a sorte de preconceitos dentro do próprio mundo
acadêmico e dificuldades epistemológicas que a
criação de um novo conjunto de cursos exigia,
Morel e seus companheiros iniciaram a sistematização
e estruturação do modelo de ensino-aprendizagem
que serve como referência até nossos dias.
Existe,
porém, um aspecto da obra de Fracisco Rocha Morel pouco
conhecido e explorado, sua dissertação de mestrado
- requisito que lhe seria exigido, ainda no início dos
anos 80, para que pudesse seguir lecionando na ECA/USP. Num
trabalho não muito prolixo, típico de sua objetividade,
ele procurará mostrar as relações entre
jornalismo e publicidade. Desafortunadamente, em 19 de fevereiro
de 1984, Morel desapareceria vítima de problemas de saúde,
deixando para trás uma obra sob um ponto de vista fundamental,
como mencionado anteriormente, mas ainda por se concretizar
e enraizar no campo teórico.
Felizmente,
a dissertação "O Anúncio da Notícia"
nos dá pistas quanto às suas convicções
teóricas, e é isto que estaremos analisando a
seguir.
3
- Uma nova maneira de se pensar o Jornalismo
A
dissertação de Francisco Morel, O anúncio
da notícia. Contribuição para uma retórica
do discurso jornalístico, orientada por Gaudêncio
Torquato do Rego, foi defendida na ECA/USP, em agosto de 1983.
Este dado é bastante significativo se considerarmos que
no Brasil os estudos sobre comunicação, e particularmente
sobre jornalismo, encontravam-se nesta época em fase
de desenvolvimento (salvo raríssimas exceções).
Especificamente
no que se refere à desmitificação da prática
jornalística, enquanto paradigma e paladina da democracia
burguesa, Cremilda Medina foi uma das pioneiras a associar os
rumos do jornalismo com uma produção industrial
e comercial, já em 1978. (1). Francisco Morel, cinco
anos depois, mostraria como esta produção industrial,
comercial e também ideológica teria pontos de
interface com a publicidade e o discurso publicitário,
ícone maior da sociedade de consumo.
É importante que se ressalte que o trabalho de Morel
não é panfletário, é científico,
e como tal estrutura-se para provar a hipótese levantada
sobre esta interface jornalismo/publicidade. Além disso,
o seu domínio sobre a prática publicitária
lhe permitiu vislumbrar esta realidade, estabelecendo uma análise
do discurso jornalístico que transcendeu o, até
então corrente, modelo analítico baseado unicamente
no texto escrito.
Com
o objetivo de sustentar sua argumentação, o autor
estruturará sua dissertação da seguinte
forma:
-
Unidade I - Teoria da Comunicação e Sociedade
- Unidade II - Sociedade Industrial, Comunicação
de Massa e Indústri Cultural
- Unidade III - Retórica da Mensagem dos Meios de Comunicação
de Massa
- Unidade IV - A Contaminação Retórica
das Mensagens do Discurso Jornalístico
- Unidade V - O Anúncio da Notícia
Passemos agora a analisar o pensamento e as argumentações
de Morel.
4
- Ideologia, poder e comunicação
O
ponto de partida da dissertação é uma reflexão
sobre o funcionamento dos processos de comunicação
dentro de um sistema social.
Com
efeito, a ênfase que este século vem dando aos
estudos de comunicação e linguaem deve-se à
crescente complexidade de todos os itens que interferem no circuito
do sistema comunicativo do homem em sociedade.
Assim,
não há mais pessoa que fala: ela foi substituída
- é claro que com exceção feita ao ato
meramente interpessoal, por sua vez hoje escasseado - por um
macro-sistema emissor, dificilmente identificável, que
controlca complexos meios tecnológicos por onde transmitem
"assuntos" de codificação e produção
sofisticadas (de que se fala), a uma massa anônima e difusa
de "ouvintes" (a quem se fala), a serviço dos
quais aparenta estar. Comunicação é, portanto,
um processo sistemático que consiste na transmissão
e recuperação de mensagens (informações),
no interior de uma sociedade.
Entretanto,
este processo de comunicações está sempre
em dependência direta da estrutura social onde opera,
e que lhe serve de suporte. Não há, assim, um
processo de comunicação "in abstratu";
ele será sempre intra-social e concretamente subordinado
às diretrizes político-ideológicas da sociedade,
cujo escalonamento de valores, por sua vez, é projetado
pelo sistema produtivo por ela adotado. (MOREL, 1983)
A
argumentação de Morel sustenta, portanto, que
todo o processo comunicacional dentro de uma sociedade está
subordinado ao processo produtivo e aos grupos que controlam
tal processo. Como conseqüência, as percepções
e valores produzidos pelos meios de comunicação
e o senso comum da maioria acompanhariam os valores e ideologias
do grupo dominante, independentemente da categoria do modelo
produtivo (capitalista, socialista, ou qualquer outro).
...o
extrato menor da sociedade (a elite, o poder) mantém
um esquema, por assim dizer, macroemissor e produtor de mensagens
persuasivas de sua ideologia; por outro lado, controla os meios
de comunicação (difusão) e o retorno das
informações transmitidas (feed-back). (MOREL,
1983)
Como
conseqüência, Morel passará a analisar as
relações entre a sociedade industrial e a indústria
cultural, sob a perspectiva frankfurtiana. Ele não tem
os frankfurtianos como base exclusiva de seu pensamento, mas
não nega a relevância desta escola ao cunhar o
termo "Produto Industrial de Cultura", em referência
à reprodutibilidade em escala do texto, independentemente
do suporte (escrito, áudio, audiovisual ou eletrônico),
na sociedade contemporânea. Ao proceder esta análise,
ele criará as condições para justificar
na seqüência as transformações no processo
de produção do jornal diário.
Vejamos
que em obra escrita quase vinte anos depois, Perseu Abramo ratificará
as pioneiras análises de Morel, ainda que não
o cite.
Submetido,
ora mais, ora menos, mas sistemática e constantemente,
aos demais padrões de manipulação, o leitor
é induzido a ver o mundo não como ele é,
mas sim como querem que ele o veja. O padrão de indução
é, assim, o resultado e ao mesmo tempo o impulso final
da articulação combinada de outros padrões
de manipulação nos vários órgãos
de comunicação com os quais ele tem contato. O
padrão de indução tem a ver, como os demais,
com os processos de planejmaneto, produção e edição
do material jornalístico, mas ultrapassa esses processos
e abarca, ainda, os planos de apresentação final,
no parque gráfico ou nas instalações de
radiofusão, distribuição, índices
de tiragem e audiência de publicidade etc. - ou seja,
os planos de produção jornalística como
parte da indústria cultural e do empreendimento empresarial-capitalista.
(ABRAMO, 2003, 33-34)
Outro aspecto levantado por Morel é o que se refere à
retórica. Retomando os estudos Aristotélicos,
o autror procurará mostrar que, independentemente da
dinâmica da sociedade industrial, a arte do convencimento
e da persuasão é muito anterior aos interesses
de mercado, constituindo-se quase como numa capacidade inerente
a muitos indivíduos. A transposição da
retórica para os tempos modernos se daria a partir do
advento dos meios visuais, gráficos, matrizes fotográficas
e audiovisuais que, ao aprimorarem um código lingüístico,
fizeram ressurgir as operações retóricas.
A
força persuasiva das mensagens de propaganda comercial
produzida graças à desinibida utilização
dos recursos retóricos, sobretudo da gramática
visual, manifesta-se hoje em dia já em nível de
metalinguagem. Isto quer dizer que a ideologia subjacente manifesta-se
não somente em nível expresso de persuasão,
convencendo e convidando ao consumo, porém erigindo-o
à categoria artístico-mitológica de conceitos,
onde cada produto é um ídolo icônico (imagem
acústica e audiovisual), cantando até como canções
de mera atividade lúdica: as crianças, hoje cantam
"jingles", como cantavam cantigas folclóricas
de roda, há quatro décadas atrás".
(MOREL,1983)
Como
dissemos anteriormente, esta percepção de Morel
sobre o emprego da metalinguagem no campo da Publicidade lhe
permitirá transpor este conceito para o campo jornalístico.
Partindo dos conceitos semióticos de Rolland Barthes
sobre os fait divers na linguagem jornalística, o pensador
brasileiro proporá a existência, dentro deste mesmo
sistema semiótico, de uma pluralidade de sistemas e linguagens
que em muito transcenderiam apenas a palavra escrita. Base para
sua proposição de análise da notícia
enquanto um anúncio.
5
- O anúncio da notícia
A
partir das reflexões de Jacques Durand e G. Péninou
(2) sobre o emprego da metalinguagem na Publicidade como forma
de elaboração de uma retórica, Morel buscará
comprovar com a análise de cinco edições
do diário Jornal da Tarde, do grupo O Estado de São
Paulo, como os recursos amplamente empregados pelos publicitários
em suas campanhas aparecerão também na composição
do noticiário apresentado por aquela publicação.
Obviamente
o Jornal da Tarde se apresenta como um recorte analítico
para um padrão que se repete em toda a imprensa (principalmente
escrita), como voltaria a exemplificar posteriormente com a
revista Veja, Milton José Pinto(2002). (3)
Como
mostra Morel, o emprego dos chamados códigos de marca
"modula abundantemente as manifestações da
profissão publicitária". A análise
desses códigos (cromático, tipográfico,
fotográfico e morfológico) nas edições
do JT, utilizadas como objeto de pesquisa, aliada a observação
da construção e ocupação espacial
dentro das páginas, servirá como elemento de comprovação
de o quanto o noticiário jornalístico recebe tratamento
de anúncio.
A
localização espacial dos elementos comerciais
no seio da imagem, e mais amplamente no seio da página,
não é portanto indiferente, visto que se sabe
que os padrões (patterns) de leitura não conferem
o mesmo valor às diferentes partes da página.
Certas configurações privilegiadas subentendem,
conseqüentemente a imagem publicitária. (MOREL,1983)
A
leitura de Morel dessas edições procurará
mostrar, portanto, como esses elementos são trabalhados,
associados e dissociados, de acordo com a situação
e ênfase que se procure dar a este ou aquele fato. Seja
ironizando-o, reforçando estereótipos ou simplesmente
procurando chamar a atenção do leitor, ou do consumidor,
se pensarmos a notícia como produto e o tratamento das
chamadas e manchetes (aliadas às fotos) como o mesmo
que é dispensado aos anúncios. Enfim, uma maneira
de tornar o produto final da prática jornalística
mais atraente e cativante nas prateleiras da sociedade onde
tudo está à venda.
6
- Conclusão
Como
vimos em sua biografia, Francisco Rocha Morel não era
muito afeito aos convencionalismos do mundo acadêmico.
Sua natureza o levava a um pragmatismo realizador. Um dos fundadores
da ECA/USP, do curso de Comunicação Social da
UniFIAM e da INTERCOM, Morel foi um realizador. Infelizmente,
ao não se permitir uma produção escrita
mais vasta de seus pensamentos, acabou por nos privar de reflexões
pioneiras e até hoje subexploradas.
Morel
classificava de míope a tradição dos estudos
sobre teoria e técnicas de jornalismo por esta se encontrar
centrada na palavra escrita. Ainda que tenhamos alguns autores
que, como mostramos aqui, procurem ir além deste padrão,
a regra continua sendo basicamente a análise do texto
escrito. Portanto, sua crítica, seu pioneirismo e sua
visão privilegiada continuam fazendo muita diferença.
Ademais,
o campo de estudos aberto por Morel é bastante fértil
e aguarda estudos que possam aprofundar as reflexões
sobre o quanto o jornalismo contemporâneo é influenciável,
influenciado e influencia as relações de troca
dentro do sistema produtivo hegemônico no planeta. Com
a palavra, os pesquisadores.
7
- Bibliografia
ABRAMO,
Perseu - Padrões de Manipulação na
Grande Imprensa - São Paulo, Fundação
Perseu Abramo, 2003.DeFLEUR, Melvin e BALL-ROKEACH, Sandra
- Teorias da Comunicação
de Massa - Rio de Janeiro, Jorge Zahar Editor, 1993.
FILHO,
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A Saga dos Cães Perdidos - São Paulo, Hacker
Editores, 2002.
MEDINA,
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Jornalismo na Sociedade Urbana Industrial - São Paulo,
Alfa-Ômega, 1978.
MELO,
José Marques - Estudos
de Jornalismo Comparado - São Paulo, Pioneira, 1972.
MOREL,
Francisco Rocha - O Anúncio da Notícia:
Contribuição para uma Retórica do Discurso
Jornalístico - São Paulo - Dissertação
de Mestrado - ECA/USP, 1983.
______________________
e FONSECA E SILVA, Raul - Formação
do Publicitário, in FADUL, Anamaria, LINS DA SILVA,
Carlos E., MELO, José M. (Orgs) - Ideologia e Poder
no Ensino da Comunicação - São Paulo,
Cortez e Moraes/INTERCOM, 1979.
MOTTA,
Luiz Gonzaga (Org.) - Imprensa e Poder - Brasília,
Ed. UnB, 2002.
PINTO,
Milton José - Comunicação
e Discurso: Introdução à Análise
de Discursos - São Paulo, Hacker Editores, 2002.
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