Internet,
ensino de
jornalismo e comunidade
Por
Paulo Roberto Botão*
|

Reprodução
|
Resumo
A
Internet alterou profundamente a forma de fazer jornalismo.
Criou novas possibilidades de captar, armazenar e distribuir
informações, constituindo um veículo
de comunicação novo, capaz de compartilhar
diferentes formatos e permitir um nível de interatividade
até então desconhecido. Diante desta nova
realidade profissional, formar novos jornalistas se tornou
um desafio. O mundo contemporâneo e muito mais o
do futuro próximo produz uma quantidade cada vez
maior de informação, interpretação
e opinião.
Isto
pode significar, de um lado, um alargamento das possibilidades
de atuação para os profissionais da imprensa.
Pode, de outro, implicar em um verdadeiro aniquilamento
do espaço de atuação. Às instituições
que preparam estes profissionais, cabe o papel de apresentar
este novo contexto, evidenciar a importância estratégica
do domínio das tecnologias da informação
e, além disso, continuar formando bons repórteres,
redatores e editores.
Este
trabalho tem como objetivo refletir sobre o ensino do
jornalismo na era da Internet.
Toma
como referência as atividades desenvolvidas no Curso
de Jornalismo do Instituto Superior de Ciências
Aplicadas (Limeira/SP), evidenciando a presença
da rede nas atividades de redação jornalística,
agência de notícias, multimídia e
na interface com a pesquisa e a extensão.
Palavras-Chave
Jornalismo
/ Jornalismo Digital / Ensino de Jornalismo
1.
Introdução
Esta
comunicação tem como objetivo apresentar
algumas reflexões sobre os impactos da Internet
no processo de ensino do jornalismo. As análises
e indicações levam em conta a recente produção
teórica sobre o tema e também o trabalho
desenvolvido no curso de jornalismo do Instituto Superior
de Ciências Aplicadas (Isca Faculdades), do município
de Limeira, interior do Estado de São Paulo.
Na
parte inicial do trabalho são apresentadas considerações
sobre a forma como a ampliação do alcance
da rede vem ocorrendo, na tentativa de se evidenciar as
conseqüências deste fenômeno para o jornalismo
e para o seu ensino na universidade. Em seguida, é
realizada uma breve descrição do processo
de ensino de jornalismo na instituição mencionada,
particularmente no que tange às interfaces com
a rede. Finalmente, são delineadas observações
críticas sobre o processo analisado.
2.
Impactos da Internet sobre o jornalismo
O
jornalismo vem passando por transformações
profundas nas últimas décadas e a constituição
das diversas formas de comunicação em rede
é, em grande medida, a principal responsável
por este fenômeno.
O
surgimento da Internet, e a ampliação do
seu alcance, nos últimos dez anos do século
XX, sem dúvida, aceleraram este processo.
A utilização do rádio e da televisão
como veículos de informação, também
a partir do século XX, sem dúvida, teve
impacto importante sobre a arte de coletar, organizar,
armazenar e, principalmente, distribuir a informação.
O jornal e a revista, veículos até então
consagrados, tiveram que se adaptar e buscar novas identidades
e papéis sociais. Ao que tudo indica, fizeram-no
muito bem.
O
momento atual, entretanto, marca um novo tipo de mudança.
Não se trata mais de alterar apenas as formas de
apresentação das informações
e a velocidade de divulgação. A sociedade
em rede e a Internet provocam mudanças estruturais
antes impensáveis, provocando uma verdadeira revolução
no processo de organização social, sendo
geradoras do que alguns autores chamam de sociedade da
informação.
No
caso específico da Internet, não se trata
apenas de um novo meio de comunicação, com
capacidade de substituir ou se somar aos já existentes.
Trata-se de um processo de síntese, de uma forma
de hibridismo. Mas que substituir ou somar, a perspectiva
agora é de integrar, de abrigar diferentes linguagens
em um mesmo espaço.
Ao
discutir o tema, Ismar de Oliveira Soares (1996) indica
de forma extremamente interessante o caráter central
da comunicação na viabilização
do processo de globalização, evidenciando
as interfaces entre o mundo dos negócios e as novas
tecnologias da informação. O autor chama
a atenção para as novas características
do processo comunicativo, que seria, a partir de agora,
planetário, permanente, imediato e imaterial.
A
situação também é refletida
sob o ponto de vista do surgimento da chamada "nova
mídia", termo utilizado por Wilson Dizard
Jr. (2000) para denominar meios de comunicação
que operam de forma descentralizada, visando um público
cada vez mais segmentado e especializado e apostando fortemente
na interatividade. O grande diferencial, segundo o autor,
entretanto, é a capacidade que estes novos canais
têm de operar com informações de áudio,
vídeo e texto, a partir da possibilidade da digitalização
destas informações.
Entre
as diversas conseqüências destes fenômenos
estão a redução de audiência
dos canais abertos de televisão e a diminuição
da leitura de jornais impressos, fatores que são
mais evidentes na proporção em que se amplia
o acesso à Internet e serviços de televisão
por assinatura. Obviamente, as conseqüências
são mais visíveis, atualmente, nos países
desenvolvidos, especialmente nos Estados Unidos, mas,
o restante do mundo certamente irá enfrentá-las
mais cedo ou mais tarde.
Sob
o ponto de vista do jornalismo, são muitas as questões
a serem enfrentadas. Uma das mais importantes é
a de como lidar com a informação em um momento
em que ela se torna cada vez mais disponível e,
às vezes, até ofertada em excesso. Aliás,
o problema hoje talvez seja muito mais o de trabalhar
com o excesso de informação do que com a
escassez.
Em
sua "arte de fazer um jornal diário",
Ricardo Noblat (2002) reflete sobre a crise do jornalismo
impresso. Numa perspectiva que foge à mera questão
tecnológica, o autor chama a atenção
para a importância de, num contexto como este, "fazer
jornalismo". Entre outros responsáveis pela
crise, inclui os próprios profissionais, incapazes
de "surpreender" o leitor. Se há responsabilidades
para quem faz, certamente, há também para
aqueles que são os responsáveis por sua
preparação, ou seja, as escolas e professores.
Para
se enfrentar o desafio de fazer jornalismo no atual contexto,
um dos caminhos é o de se pensar a organização
do chamado jornalismo digital, ou online, ou ainda webjornalismo.
[1] É premente a formulação
de novas formas de produção da informação
jornalística, utilizando agora um novo suporte,
que também é ferramenta e que, mais importante,
projeta novas formas de formatação do conhecimento
e de relacionamento com o público.
Os
investimentos neste novo segmento da atividade jornalística
têm sido grandes desde a segunda metade da década
de 1990. No Brasil, desde a entrada na rede da Agência
Estado, do grupo Estado de S. Paulo, e do Jornal do Brasil,
em 1995, centenas de sites jornalísticos foram
criados. São páginas criadas por jornais
e revistas, emissoras de rádio e televisão,
agências de notícias e também, em
menor número, empresas que se arriscam a produzir
noticiário para veiculação exclusivamente
na rede.
No
Brasil, a produção de pesquisas científicas
sobre este novo universo de veículos de informação,
entretanto, não cresceu na mesma proporção
e com a mesma rapidez. Os primeiros trabalhos acadêmicos
com análises destas experiências, em uma
fase inicial principalmente com estudos de caso, aparecem
somente no final da década, principalmente em congressos
da área de Comunicação Social, como
os da Intercom e da Compós.
Mais
recentemente, entretanto, começam a aparecer iniciativas
mais consistentes e organizadas, voltadas para a produção
de um arcabouço teórico capaz de servir
como referência para a pesquisa aplicada. Destaca-se
o material produzido pelo Grupo de Pesquisa de Jornalismo
Online (GJOL), organizado na Faculdade de Comunicação
da Universidade Federal da Bahia (UFBA). [2]
Outra
iniciativa importante de sistematização
de informações sobre o tema aparece no trabalho
do pesquisador José Benedito Pinho (2003), que
trata de aspectos conceituais e técnicos. O autor
já se detivera antes, em estudo de estrutura semelhante,
no relacionamento entre a publicidade e a rede (PINHO,
2000).
Visando
a orientação de produções
de jornalismo digital e online assim como o ensino e a
pesquisa aplicada nestas áreas, é oportuno
ter em mente algumas definições conceituais
já desenvolvidas e confrontadas. Entre estas, destacam-se
as reflexões sobre as características da
Internet como veículo de informação
e as peculiaridades do webjornalismo.
O
tratamento adequado de um produto jornalístico
para a rede, segundo Pinho (2003), implicaria em estar
atento para algumas características típicas
do novo veículo, como a não linearidade,
a instantaneidade, dirigibilidade, interatividade, pessoalidade
e acessabilidade.
O
autor também chama a atenção para
o fato do veículo possuir um custo de produção
extremamente baixo quando comparado aos impressos e demais
eletrônicos, um público qualificado e especificidade
de apreensão, em virtude do caráter ativo
do 'receptor' e da maior dificuldade de leitura.
O
webjornal, segundo Palácios (2003), apresentaria
seis características: interatividade, hipertextualidade,
multimidialidade, convergência, memória e
atualização contínua. O autor chama
a atenção para a importância do processo
de memória, pois a Internet muda o processo pelo
qual a informação jornalística acumulada
pode ser oferecida ao leitor. A presença de bancos
de dados ilimitados e de acesso fácil a todos vem
multiplicando a quantidade do conhecimento disponível
aos jornalistas e leitores e, mais importante, alterando
substancialmente a sua qualidade.
A
pesquisadora Luciana Mielniczuk (2003), entretanto, chama
a atenção para o fato de que há uma
discrepância muito grande em relação
aos recursos disponíveis e aqueles efetivamente
utilizados pelos veículos de informação
atuantes na rede. Enquanto muitas já se constituem
no que a autora chama de páginas de "terceira
geração", explorando a hipertextualidade,
atualização contínua, interatividade,
multimídia e personalização, outras
ainda se mantêm no estágio denominado de
"primeira geração", realizando
apenas uma transposição do impresso para
a rede, e muitas vezes com um conteúdo inferior
àquele disponível na versão em papel.
Neste
contexto, de expansão do jornalismo na Internet
e ampliação do instrumental teórico
sobre o tema, é oportuno avaliar até que
ponto está havendo também uma melhoria da
qualidade do ensino sobre este novo tipo de jornalismo.
Trata-se, sem dúvida, de um desafio de grandes
proporções, pois a presença da rede
interfere em diversos momentos da produção
da informação jornalística. Altera
as formas de captação de informações,
de realização de entrevistas, de acesso
do público ao material publicado e, principalmente,
as formas de codificação das mensagens.
Como alerta Elias Machado:
"Sem
a formação de mão de obra especializada
o jornalismo digital tem pouco futuro porque a pesquisa
aplicada coordenada pelos profissionais do campo representa
um pré-requisito para a geração
da tecnologia que serve como mediadora para todas as
relações dentro do jornal como sistema".
(MACHADO, 2003, p. 48)
As
escolas de jornalismo precisam se apropriar de todos os
recursos da Internet, oferecendo a seus estudantes um
leque amplo de oportunidades de produção
na rede, com a rede e para a rede. O desafio implica,
entre outras coisas, em uma necessária aproximação
com a informática, pois cada vez mais existe a
necessidade de conhecimento de instrumentos técnicos
desta área.
Além
de dedicar-se a este desafio no campo operacional, da
produção e do acompanhamento daquilo que
o mercado de trabalho já vem fazendo, é
desejável que haja investimento e que se criem
condições para a prática da pesquisa
aplicada, inclusive como forma de se fugir do ensino meramente
reprodutivo. "O incentivo à pesquisa aplicada
estimula a elaboração de conceitos para
descrever as estruturas, processos, modalidades profissionais
e sistemas de ensino decorrentes do paradigma digital"
(MACHADO, 2003, p. 51).
3.
Experiência de ensino no Isca Faculdades
Em
funcionamento desde o ano 2000, o curso de jornalismo
do Isca Faculdades forma neste ano sua segunda turma de
profissionais. Seu projeto pedagógico e grade curricular
foram construídos já sob a égide
das novas diretrizes curriculares para a área de
Comunicação Social. Levam em conta também
a presença cada vez maior de um ambiente em que
as tecnologias da informação tornam-se centrais
na vida das pessoas.
A
proposta é formar profissionais preparados técnica
e teoricamente para o exercício do jornalismo.
Levando em conta o atual contexto social, político
e econômico do país, valoriza a inserção
no mercado regional e a disposição para
as ações empreendedoras. Disciplinas como
Realidade Regional em Comunicação e Inovação
e Gestão em Negócios de Comunicação,
por exemplo, são indicativos desta opção.
Outro
enfoque da formação oferecida é o
da preparação para a atuação
no ambiente digital e da Internet. A opção
se materializa em disciplinas como: Editoração
Eletrônica, Computação Gráfica
e Multimídia.
Mas,
a produção e reflexão no espectro
digital acontecem também na articulação
com áreas de produção tradicionais
do jornalismo, como nas disciplinas de Edição
e Redação para jornalismo, e na execução
de projetos acadêmicos, como o da Agência
de Notícias Nova e do Núcleo de Comunicação
(Nucom).
Os
resultados da atuação em todas estas frentes
são visíveis em trabalhos relacionados a
cada uma das disciplinas, nas produções
dos Trabalhos de Conclusão de Curso, que envolvem
monografias e projetos experimentais e, principalmente,
na organização de quatro sites: da Agência
de Notícias, [3] do Nucom, [4]
da produção Multimídia [5]
e da revista eletrônica Revisca. [6]
O
site do Nucom constitui uma revista científica
eletrônica, que objetiva consolidar-se como espaço
de divulgação do trabalho acadêmico
de pesquisa realizado na instituição de
ensino. Seu caráter multidisciplinar garante uma
produção de reflexões nos campos
da publicidade e propaganda e do jornalismo, através
da veiculação de textos produzidos por professores,
alunos e colaboradores.
Atualmente
em seu segundo ano e na sexta edição veiculada,
o Nucom abre espaço para artigos científicos,
comentários e entrevistas, proporcionando um diálogo
interessante entre as duas áreas do curso de Comunicação
(Jornalismo e Publicidade e Propaganda). A presença
do site tem garantido espaço para as reflexões
teóricas que permeiam a prática do curso,
evidenciando a possibilidade de pensar o processo de ensino
integrado à pesquisa e à extensão.
O
site Jornais On-line é resultado do trabalho integrado
da disciplina Multimídia, responsável pela
e concepção e formatação dos
produtos, com Redação Jornalística
e Edição. No âmbito da primeira é
preparado o boletim Comunidade, que possui uma versão
impressa, distribuída aos segmentos para os quais
foi elaborado, e uma versão digital, numa perspectiva
de se ampliar o horizonte das informações.
No âmbito de edição é preparado
o jornal "Oficina", que também possui
versão impressa e digital.
No
caso desta experiência, portanto, o que se observa
é a tentativa de transposição de
material originalmente impresso para a Internet. Apesar
de haver a exploração do caráter
hipertextual do veículo, o que se evidencia é
uma situação típica dos sites denominados
como de primeira geração, pois somente alguns
trabalhos acabam sendo transferidos para a Web, além
de não haver uso de recursos multimídia
e de interatividade.
A
experiência de produção de revista
eletrônica, como parte das atividades de Redação
para Jornalismo II, por outro lado, apesar de implicar
na produção de reportagens planejadas para
a Internet, também utiliza de forma reduzida os
recursos disponíveis nesta nova mídia. Uma
análise detalhada do veículo evidencia também
a transposição da reportagem do impresso
para a web. O único recurso presente é o
dos hipertextos, que permite, entre outras vantagens,
uma apropriação não linear do conteúdo.
A
experiência onde se observa a incorporação
de maior quantidade de recursos oferecidos pela Internet
é a Agência de Notícias Nova. O site
tem como objetivo apresentar noticiário voltado
para os estudantes da instituição e para
o público universitário.
Considerando
esta linha editorial, mantém seções
voltadas para comunicação (jornalismo e
publicidade e propaganda), cultura, cidade (noticiário
sobre acontecimentos das cidades onde residem os estudantes
do curso), agenda, cinema, opinião, entrevista
e notícias Isca (noticiário sobre fatos
envolvendo a IES).
As
páginas utilizam hipertextos, fotografias e outros
elementos ilustrativos e eventualmente, oferecem arquivos
de áudio e animações. Como se trata
de um site de informação jornalística,
a indicação das datas de inserção
das matérias garante dinamismo e atualização.
Entretanto, o registro de matérias anteriores,
que garantiria uma memória dos acontecimentos retratados,
é precário, não havendo possibilidade
de acesso aos textos de anos anteriores.
Uma
avaliação do conjunto das experiências
revela o seguinte:
1.
A instituição tem feito um esforço
significativo para oferecer aos seus estudantes um instrumental
teórico e prático sobre o jornalismo digital.
A diversidade de experiências e práticas
revela compromisso com a produção neste
campo, ainda que em algumas situações se
observe a mera reprodução do que ocorre
no mercado.
2.
Apesar da diversidade de experiências, constata-se
uma desarticulação do conjunto de produções
de natureza digital, fato reforçado pela ausência
de um portal que garanta acesso a todos estes espaços.
Os padrões de produção gráfica
e multimídia existentes são muito diversos,
revelando também a ausência de uma concepção
única sobre o uso da rede. As únicas 'pontes'
existentes entre as páginas são links, que
também não estão presentes em todo
o material.
3.
A predominância é de experiências mais
ligadas à transposição do impresso
para a Internet, fato que fica nítido quando se
percebe a presença extremamente reduzida de material
de áudio e vídeo nas páginas. Há
uma concentração de esforços na produção
gráfica e de texto, utilizando-se apenas o recurso
do hipertexto, como novidade e alternativa para a construção
de um discurso que vai além daquele produzido para
leitura no papel.
4.
Visando o aprofundamento das experiências, um dos
desafios mais importantes é o de estímulo
maior à interatividade. A exploração
desta vertente, entretanto, depende de uma aproximação
maior com a área de informática, pois a
maioria das ferramentas depende de recursos de programação
e de bancos de dados, cuja implementação
foge à área de atuação dos
profissionais de jornalismo e de publicidade.
5.
A inexistência de uma disciplina voltada exclusivamente
para o jornalismo digital precisa ser avaliada pela instituição.
Por um lado, permite a multiplicação das
experiências nesta área, a partir da articulação
de vários espaços de produção.
Por outro, entretanto, reduz o espaço de reflexão
e sistematização desta produção,
dificultando inclusive o estabelecimento de um padrão
em relação ao uso desta nova modalidade
de jornalismo.
Diante
destas observações, o que se pode concluir
é que o trabalho desenvolvido pelo Curso de Jornalismo
do Isca Faculdades evidencia uma disposição
para o ensino das práticas de produção
e difusão da informação na Internet.
Entretanto, há necessidade de se aprimorar estas
experiências, garantido-se principalmente uma ampliação
do uso dos recursos que o trabalho com a informação
digital oferece. Investir em multimidialidade e interatividade
são imperativos neste processo.
O
trabalho acadêmico no espaço da Internet,
sem dúvida, ainda é um desafio. As experiências
precisam ser avaliadas e, sobretudo, compartilhadas, pois
a implementação do ensino do jornalismo
digital depende da superação de muitos paradigmas
teóricos e práticos.
Mais
do que isso, construir uma metodologia para o ensino do
webjornalismo requer novas práticas pedagógicas
e uma postura alicerçada na ampliação
da pesquisa aplicada e aproximação crítica
com o emergente mercado de atuação neste
campo.
Referências
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Jorge Zahar Editor, 2000.
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Pierre. O que é virtual? São Paulo: Editora
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Elias. O ciberespaço como fonte para os jornalistas.
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In: MACHADO, Elias; PALÁCIOS, Marcos. Modelos de
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Paulo: Senac, 2002. 2ª. Ed. Rev. Ampl.
PALÁCIOS,
Marcos. Ruptura, continuidade e potencialização
no jornalismo on-line: o lugar da memória. Em:
MACHADO, Elias; PALÁCIOS, Marcos. Modelos de jornalismo
digital. Salvador: Calandra, 2003.
PINHO,
José B. Jornalismo na Internet - Planejamento e
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São Paulo: Summus, 2003.
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Publicidade e vendas na Internet - Técnicas e estratégias.
São Paulo:
Summus, 2000.
SOARES,
Ismar de O. Sociedade da informação ou da
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Nova, 1996.
SQUIRRA,
Sebastião. Jornalismo online. São Paulo:
Arte & Ciência, 1998.
Notas
[1]
A pesquisadora Luciana Mielniczuk apresenta um panorama
esclarecedor sobre a utilização destas e
outras diferentes denominações para o fenômeno
do jornalismo na, para a e com a Internet, no texto "Sistematizando
alguns conhecimentos sobre o jornalismo na web",
publicado em MACHADO, Elias; PALÁCIOS, Marcos.
Modelos de Jornalismo Digital. Salvador: Calanbra, 2003.
[2]
Destacam-se entre os produtos deste grupo duas publicações
recentes: MACHADO, Elias; PALÁCIOS, Marcos. Modelos
de Jornalismo Digital. Salvador: Calandra, 2003 e MACHADO,
Elias. O ciberespaço como fonte para os jornalistas.
Salvador: Calandra, 2003.
[3]
http://www.iscafaculdades.com.br/agencianova.
[4]
http://www.iscafaculdades.com.br/nucom.
[5]
http://www.iscafaculdades.com.br/jornaisonline.
[6]
http://www.iscafaculdades.com.br/revisca.
*Paulo
Roberto Botão é Mestre em Comunicação
Social pela Umesp, professor do Instituto Superior de
Ciências Aplicadas (Isca Faculdades) em Limeira/SP
e da Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep), em
Piracicaba/SP. E-mail: paulobotao@uol.com.br.
**Trabalho
apresentado durante o IX Colóquio Internacional
sobre a Escola Latino-Americana de Comunicação
(CELACOM 2005), realizado de 9 a 11 de Maio de 2005 no
Campus Rudge Ramos da Universidade Metodista de São
Paulo (UMESP).
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